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O 'P' Esquecido: Por Que a Personalidade é o Único Pilar Que Tira Seu Hotel da Vala Comum

  • marketing04377
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por Igor Marins — 06/01/2026



A indústria hoteleira atravessa uma crise de identidade sem precedentes, onde o quarto de hotel passou a ser tratado como uma commodity, tal qual um saco de soja ou um fardo de algodão negociado na bolsa.

No desespero por ocupação e no cumprimento mecânico de metas, o empresário do setor tornou-se um refém dos algoritmos, limitando sua estratégia a uma guerra de preços predatória que corrói a margem e desvaloriza o patrimônio.


O reflexo dessa gestão numérica é sentido imediatamente pelo hóspede, que se depara com o "custo do barato": equipes desmotivadas por falta de treinamento e estruturas que entregam apenas o mínimo aceitável para não estourar orçamentos asfixiantes.

No entanto, o mercado ignora um fato fundamental: o cliente atual não

busca apenas um teto; ele busca uma experiência e está disposto a pagar por diárias de valores mais altos, sem hesitar, desde que perceba um valor que justifique o investimento.


A verdadeira virada de chave para a lucratividade não está em novos aportes de capital ou reformas faraônicas, mas no resgate de um pilar que priorizamos em nossa estratégia hoteleira: o P de Personalidade.


A Personalidade é a alma do negócio; é aquele "jeitinho" único de acolher e servir

que, na maioria das vezes, estava no DNA do fundador de forma natural, mas que se perdeu na burocracia da sucessão ou na expansão desordenada. Para nós, esse é o ativo mais valioso de um hotel, pois é o único fator impossível de ser copiado pela concorrência. Quando o hotel consegue formalizar sua essência e transformá-la em cultura de serviço, ele deixa de vender uma cama e passa a vender um estilo de vida, o que eleva instantaneamente o valor percebido e permite uma rentabilidade muito superior à do vizinho.


Contudo, de nada adianta possuir uma alma única se ela ficar escondida atrás das paredes do hotel.


O grande gargalo do hoteleiro moderno é a falta de eficácia em traduzir essa personalidade para o marketing e para os canais de venda. Existe uma desconexão entre a entrega e a promessa, agravada por agências de marketing que, em busca de escala, empurram fórmulas prontas e conteúdos genéricos para todos os seus clientes. Ao aceitar essas estratégias "enlatadas", o seu hotel cai na vala comum, tornando-se invisível em meio a um mar de ofertas idênticas. Romper o ciclo da commodity exige a sensibilidade estratégica de expor sua personalidade em cada ponto de contato, pois o hóspede contemporâneo busca o que é autêntico, sentindo-se atraído por marcas que espelham e validam seus próprios valores pessoais e seu estilo de vida.


 
 
 

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